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SENADO: RENAN REBATE ARGUMENTOS DE MARANHÃO E MANTÉM RITO DO IMPEACHMENT

09/05/2016 17:42

Renan rebate argumentos de Maranhão e mantém rito do impeachment

Foto: Jane de Araújo / Agência Senado

 

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu ignorar a decisão do presidente da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão (PP-MA) e manter o cronograma do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em discurso feito no plenário do Senado, Renan rebateu os argumentos do deputado e disse que “aceitar esta brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso do processo". Para ele, não caberia ao presidente da Casa avaliar se o processo é justo ou injusto, e sim ao plenário. Para o peemedebista, as considerações de Maranhão não seria suficientes para suspender a tramitação do processo. “Como todos sabemos, a palavra do parlamentar proferida em plenário é livre. Não caberia a mim interferir no conteúdo dos discursos proferidos para, avaliando o seu teor, definir se poderiam ou não anular a deliberação que se seguiu a eles”, disse, sobre o argumento de que os deputados votaram por outros motivos que não as pedaladas fiscais. Além disso, Renan disse que durante o processo de impeachment de Fernando Collor, em 1992, o Senado também recebeu a decisão da Câmara por meio de ofício, não resolução. “Como poderíamos dizer que aquela comunicação valeu e que a atual comunicação não teria valido?”, questionou. O peemedebista criticou, ainda, a demora da aprovação do pedido de anulação. Segundo ele, a Casa já discutia há mais de 70 horas nos últimos dias: “Foi uma decisão absolutamente intempestiva”. “Nenhuma decisão monocrática pode se sobrepor a uma decisão do colegiado. Por todo o exposto, deixo de reconhecer o ofício e determino que seja juntado aos autos”, concluiu. Após o anúncio da decisão, senadores governistas criticaram o presidente e, com os microfones cortados, começaram a gritar no plenário. Com a confusão, Renan decidiu suspender a sessão por dois minutos, para que os parlamentares pudessem “gritar em paz”.

 

Fonte: Bahia Notícias

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