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SIMONE E SIMARIA SE EMOCIONAM NO ‘ESQUENTA’: ‘SONHÁVAMOS EM TER UM BANHEIRO DE CANO’

30/11/2015 20:54

Simone e Simaria se emocionam no ‘Esquenta’: ‘Sonhávamos em ter um banheiro de cano’

Foto: Divulgação

 

Nascidas em Uibaí, cidade do interior baiano, Simone e Simaria participaram do programa 'Esquenta', no último domingo (29), e falaram sobre a vida dura que levaram até conseguir o sucesso enquanto cantoras. Em sua trajetória, as garotas já moraram em cinco cidades, além de Fortaleza – onde moram agora: Ibotirama e Barreiras, também na Bahia, Juína e Garimpo do Arroz, no Mato Grosso; e São Paulo.
 
“Nós já moramos em barraco de lona, casa de pau a pique. Tivemos uma infância muito dura. Porque assim, meu pai queria buscar a melhora dos filhos e da família. Ele fez um pouco de tudo. Mas quando a coisa não estava legal, partia pro Mato Grosso e ia tentar a vida como garimpeiro", contou Simone, no que rapidamente foi Simaria continuou. “Ele sonhava em pegar uma pedra, de repente, e mudar a vida toda”, disse a morena.

As Coleguinhas também falaram sobre o momento mais difícil que passaram na vida, quando eram crianças e moravam no Centro-oeste do país. “O lugar mais difícil que moramos foi o Mato Grosso. Porque a gente morava em barraco de lona, e quando a chuva violenta vinha, não sobrava nada. A gente ficava muito molhado. Éramos pequenininhas, quando chovia, ficavam os três filhos do meu pai encharcados. Era terrível, não tinha banheiro, íamos no mato. Chuveiro era um cano. Foi o momento mais difícil na nossa vida porque vimos nosso pai morrer ali, ele morreu do coração”, desabafou a cantora baiana.
 
Simone contou que, naquele momento, a família se sentiu perdida, e foi amparada por amigos do local. “Era uma pobreza tão miserável que o caixão do meu pai, foram os amigos que se juntaram pra comprar. A minha mãe, pra ajudar em casa, lavava roupa num rio. Pra ajudar com a mistura em casa. O caixão de meu pai foi colocado em cima de dois banquinhos, porque não tínhamos onde colocar”, contou, vendo a irmã emocionada ao falar de Seu Antônio.

“Assim que meu pai faleceu, os amigos ajudaram a levar a gente de volta. Só que esse amigo tinha uma pampa - aqueles carros abertos - e a gente era muito pequenininha, então não podíamos andar, tivemos que ir abaixadas na caçamba”, destacou Simone, aparentemente mais firme do que Simaria ao contar a difícil história de vida. “Na verdade ele colocou uma capinha, e nós rodamos por 4 dias até chegar de volta. Quando a gente chegou, minha avó não nos reconheceu, porque a gente tava cheia de poeira, nem o olho dava pra ver”, completou a mais nova.

 
Depois desse sufoco, Simone e Simária se juntaram à mãe em São Paulo, para tentar melhorar de vida, e acabaram passando por mais um sufoco. “Em São Paulo morávamos em dois cômodos. Quando conseguimos comprar um som, umas coisinhas, entraram e roubaram tudo”, explicou Simone. Mas as baianas não se abateram e, junto com a mãe, correram atrás de formar a carreira musical. “Fomos numa casa de show, uma casa tradicional, e minha mãe pediu ao dono pra eu cantar lá. E quando ele deixou, enlouqueceu. 'Canta muito essa menina'. Eu tinha 14 anos, e minha mãe precisou autorizar tudo. Ganhava 30 reais por semana”, detalhou Simaria.
 
Perguntadas sobre o primeiro desejo ao ver a situação de vida mudar e o dinheiro entrar na conta bancária, as duas foram enfáticas. “Eu queria um banheiro. Sonhava com um banheiro de cano, um chuveiro”, disse Simone. “Meu sonho era ter um banheiro com boxe e uma cama boa pra dormir”, finalizou Simaria.

 

 

Clique aqui e veja o vídeo da participação delas no Programa Esquenta.

 

 

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Fonte: Aymée Francine / Bahia Notícias.

 

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