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STF: BASE ALIADA DO GOVERNO COMEMORA DECISÃO DE FACHIN; OPOSIÇÃO DIZ RESPEITAR

09/12/2015 16:57

Após o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender nesta terça-feira (8) a formação e a instalação da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, políticos da base aliada e de oposição comentaram a decisão do magistrado nas redes sociais e no Salão Verde da Câmara.

Parlamentares de oposição disseram não concordar mas respeitar a decisão de Fachin. Eles também afirmam que a suspensão apenas atrasa o processo de impeachment da presidente Dilma.

Já parlamentares da base e independentes comemoraram e disseram que a decisão do ministro restabelece os princípios democráticos. Políticos do PT e de outros partidos também celebraram a decisão afirmando que o fato coloca um "freio" nas "manobras ilegais" do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Veja abaixo a repercussão política da decisão do ministro Luiz Edson Fachin:

Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara
" Nós temos a clareza que em todas as eleições da Casa, o regimento é claro, tem que ser secreta. Eu preferia que fosse aberta, mas o regimento é claro e nos últimos 20 anos só se fez votação secreta quando o assunto é eleição. A decisão do ministro não teve nada de equivocada ou tendenciosa. Foi uma decisão de um ministro que pediu informações para a Casa sobre se efetivamente o voto secreto aqui está previsto ou não e qual é o rito."

Jean Wyllys (PSOL-RJ), deputado federal
"A decisão do ministro do STF vem colocar racionalidade num processo absolutamente viciado pelas manobras ilegais e ilegítimas de Eduardo Cunha, presidente da Câmara e réu no Supremo, que o investiga pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. [...] Mais uma vez o Supremo Tribunal Federal se coloca como fiel da balança de equilíbrio entre os poderes da República. Com o Poder Executivo acuado e acostumado a ceder às chantagens do presidente da Câmara e o Legislativo sob a truculência e os desmandos desse sujeito, coube à justiça cumprir seu papel de guardião da Constituição e dos princípios democráticos do Estado de Direito."

Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara

"Discordo totalmente da decisão liminar do ministro Fachin, do STF, de suspender o trabalhos da comissão do impeachment, embora respeite. O impeachment é um preceito constitucional e o processo na Câmara vem seguindo o arcabouço legal vigente no País."

Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM no Senado
"A decisão de Fachin não anula o processo. Apenas atrasa o andamento do impeachment em uma semana. A cada dia que passa Dilma perde apoio. Ao final, será bom para que o pleno do STF referende as ações até aqui todas constitucionais e que o governo pare com chicanas."

Sibá Machado (AC), líder do PT na Câmara
"Ao suspender liminarmente ontem a instalação da comissão especial do impeachment o ministro Luiz Edson Fachin sinalizou que o STF não permitirá pedaladas constitucionais para viabilizar o afastamento da presidente Dilma Rousseff em processo que caracterize golpe parlamentar. [...] Com a freada de Fachin, o jogo parou. E o governo terminou com uma importante vitória em uma noite qualificada como de primeira grande derrota na batalha do impeachment."

Wadih Damous (PT-RJ), deputado federal
"Na época do Collor foi a primeira vez que o impeachment foi instalado no país (..) Hoje é diferente. Primeiro: a composição do supremo é completamente diferente, não há um ministro remanescente daquela época. Segundo: tem súmula vinculante. E hoje essa questão está mais amadurecida. De lá para cá houve seminários, estudos, artigos, pareceres, livros (...) O regimento da Casa não é norma adequada para processamento de impeachment norma adequada é aquela que a constituição estabelece."

 

Impeachment Dilma trâmite arte (Foto: Arte/G1)

 

 

O Formosa News deseja a todos um Feliz Natal!

 

 

Fonte: G1, em Brasília

 

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